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		<title>Responsabilidade Mútua</title>
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		<pubDate>Thu, 26 Aug 2010 18:12:26 +0000</pubDate>
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<!--more--></p>
<p>A população tem se acostumado a tudo isso. O que antes era um absurdo, hoje é só mais um que bebeu demais. Podemos chegar ao ponto da liberação do álccol para menores, já que o Direito não pode bater de frente com os usos e costumes da sociedade.</p>
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		<title>Fazendo a cabeça</title>
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		<pubDate>Sat, 13 Feb 2010 22:07:00 +0000</pubDate>
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<p><span id="more-589"></span><br />
<!--more--></p>
<p>Nos anos vinte, entre o fim da primeira guerra mundial e a grande depressão de 29, uma geração foi denominada pela escritora americana Gertrude Stein de “Lost Generation”. Atribulados por passar anos vendo cenas dantescas de guerra e a troca da monarquia pelos regimes totalitários na Europa começaram a correr atrás do tempo perdido, do tempo que ficaram em casa ouvindo tiros e enterrando parentes. Se entregaram ao hedonismo, largaram a igreja, principalmente a evangélica que em muitos momentos apoiou a guerra, se tornaram cínicos perante o governo e desandaram a curtir a vida.</p>
<p>Ao contrário do que muitos pensam, os punks surgiram foi nessa época, e não na década de 70 quando foi seu apogeu. Na Holanda, berço desse movimento, eles pregavam o prazer e a anarquia. Uma geração que de legado, além da música dos Sex Pistols, só deixaram o corte de cabelo moicano.</p>
<p>Em Ouro preto temos uma situação parecida. Basta andar uma noite sóbrio no carnaval da cidade histórica do interior de Minas Gerais, que logo diversas constatações vem à mente. O fato de existirem dois carnavais na cidade é percebido na primeira ladeira. De um lado da cidade temos os turistas, na sua maioria cariocas e mineiros de toda a parte, amontoados em repúblicas e trajando seus abadás. Do outro lado acontece a festa dos nativos, pessoas da cidade, com uma conta bancária magrinha circulam a noite toda pela Rua Direita e a Praça Tiradentes curtindo shows organizados pela prefeitura.</p>
<p>Dentre esses Ouropretenses de origem tem-se um recorte muito intrigante, além de entristecedor. Meninos e meninas menores de idade, aos montes e sempre em turmas, querendo se portar como gente grande. Não se trata de maturidade, pelo contrário, eles estão pulando esta fase doce, que é da infância e pré-adolescencia. Roupas curtas ficam em segundo plano quando se vê uma garrafa de vinho na mão, ou o cortezano numa camelbak (não sei o que é isso. Não seria uma marca?) emprestada, e até &#8220;tubão&#8221;, uma mistura de coca-cola com pinga num tubo colorido que a meninada enrola no pescoço para tomar, enquanto se exibem.</p>
<p>Nos hospitais e postos de atendimento médico da cidade não é raro receber menores desmaiados ou machucados. Eles representam cerca de 20% dos atendimentos. Tudo é encoberto pelos amigos que ao amanhecer chegam em casa como se nada tivesse acontecido e os pais nem ficam sabendo ou fingem que não veem.</p>
<p>É ai que percebe-se que nossas leis são lindas no papel, mas quando devem ser colocadas em prática e coibir o previsto, nos damos conta de que vivemos em meio uma tremenda desordem. Segundo relatos dos próprios menores, conseguir bebida é fácil, basta ter algum maior que vá ao bar, compre e ponha na roda, e dependendo do lugar a presença desse maior é ignorada, qualquer um pode chegar e adquirir a bebida.</p>
<p>A população tem se acostumado a tudo isso. O que antes era um absurdo, hoje é só mais um que bebeu demais. Podemos chegar ao ponto da liberação do álccol para menores, já que o Direito não pode bater de frente com os usos e costumes da sociedade.</p>
<p>Não queremos apontar o dedo, julgar culpados e muito menos achar um bode expiatório. Contudo, expor aquilo que a sociedade vê e insiste em deixar de lado é nosso dever. Que as crianças são o futuro do país ninguém discorda, mas dessa maneira, sem questionar as respostas que elas dão à toda exposição que sofrem, sem fazer qualquer tipo de comparação com a reação dos punks no século XX, o máximo que deixarão de legado é um novo corte de cabelo.
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		<title>Homem da casa</title>
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		<pubDate>Sat, 16 Jan 2010 22:21:02 +0000</pubDate>
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<p><span id="more-613"></span><br />
<!--more--></p>
<p>Coronel Oviedo é a capital do departamento de Caaguazú, a 150 quilômetros da capital Assunção, no Paraguai. Cidade não muito diferente das cidades brasileiras, e nos apresenta histórias que podem mudar a nossa visão sobre o outro lado da Ponte da Amizade. Na verdade, todo o Paraguai pode se revelar muito mais do que os eletrônicos baratos, perfumes importados e todo o seguimento de muamba que existe. Muito além disso, o país apresenta características muito mais peculiares do que se tem conhecimento.</p>
<p>A maioria das pessoas nunca ouviu falar da força da mulher paraguaia. É uma história antiga, que pode ser dividida em dois momentos primordiais: o primeiro durante a Guerra do Paraguai, e o segundo como o pós-guerra. A guerrra acontecia e os exércitos eram seguidos por batalhões de mulheres, entre esposas, filhas, prostitutas, companheiras e mães, que faziam muito mais do que remendar fardas. Elas cozinhavam, lavavam e cuidavam de feridos. E a recompensa por tudo isso era ser maltratada e em muitos casos, pegar uma arma para lutar ao lado dos homens. Combatiam e morriam esquecidas.</p>
<p>Ao findar da guerra, a grande maioria dos 300 mil mortos eram homens, que deixaram para suas família somente a dor da perda. A partir daí as mulheres passaram a ter dois papéis na família: o de mãe, com todos os seus deveres, sua dedicação e o de pai, na responsabilidade de trazer comida pra dentro de casa. Os homens que sobreviveram, passaram a ser meros reprodutores, saindo pelo país fazendo filhos e formando novas famílias. Relatos pessoais afirmam que era normal um homem com três a quatro famílias e morando na Argentina, sem dar a mínima para qualquer uma delas.</p>
<p>Como conseqüência de tudo isso temos até hoje muitas famílias em que a mãe gere o lar sem o marido ao lado, seja por divórcio, abandono ou por falta de camisinha e TV mesmo. Ir à feira e ver somente mulheres vendendo milho, ervas, roupas, sob um calor escaldante torna-se rotineiro depois de um tempo. </p>
<p>Não é difícil conhecer mulheres que trabalham na lavoura, cuidam do pai e da mãe, além dos filhos e com o marido em casa. O revés de tudo que a nossa cultura tupi-guarani nos ensinou. Andar pelas ruas e ver a mulher cortando as unhas do pé do seu respectivo marido na calçada é um tanto quanto estranho. Deve-se lembrar que jamais se pode interpretar uma cultura sob o olhar da sua própria. Mas nem sempre é possível se manter nêutro quanto a isso.</p>
<p>Essa realidade gera uma pergunta paradoxal: é uma valorização da mulher ou uma desvalorização? Temos argumentos suficientes para defender as duas respostas, ou ainda uma terceira: uma superestimação do homem, visto que mesmo com toda essa força, a paraguaia sempre ficou em segundo plano.<br />
A real é que a rotina tornou-se uma forma delas de demonstrarem seu valor e receber o reconhecimento devido, que sempre lhes foi negado. Até porquê se elas não fossem guerreiras, hoje nem às muambas teríamos acesso..
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		<title>Tudo Junto e Misturado</title>
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		<pubDate>Tue, 03 Nov 2009 21:44:19 +0000</pubDate>
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<p><span id="more-559"></span><br />
<!--more--></p>
<p>Contagem, Minas Gerais, cerca de 9 horas da manhã. A ideia de família começa a ser digerida na composição do time que temos no carro: um brasiliense, um goiano, um capixaba e um paulista do interior. Depois de 3 horas de viagem pela BR 040 parte duplicada, parte em obras e pista simples, avistamos a placa que indica a entrada de São José dos Buritis.</p>
<p>Dali em diante a estrada é de chão, cercada pelas plantações de eucalipto e cana-de-açúcar e por mais que a placa indique perímetro urbano, o que vemos é bem diferente daquilo que reconhecemos por urbanidade: uma pequena praça, dezenas de casas, cinco ou seis estabelecimentos comerciais e uma igreja. São José ou Buritis é um distrito de Felixlândia, ou &#8220;Felizlândia&#8221; como eles chamam por aqui. É tão pequena que não sabemos dizer quantos habitantes tem e é banhada ao longo de sua pequena extensão territorial pelas águas do Rio São Francisco. Ali existe uma comunidade hippie há 13 anos e é deles que fomos ouvir o que é família.</p>
<p>Somos recebidos por Maria, uma das líderes da comunidade que hoje, tem 45 pessoas, mas já teve mais de 300 tempos atrás. Depois de esticarmos as pernas e nos conhecermos formalmente ela nos chama pro coração da comunidade: uma cozinha onde duas ou três vezes por dia rola um cafezinho. No caminho conhecemos &#8220;Lana&#8221;, uma cachorrinha com cara de vira-lata e isso nos ajudaria a entender melhor a parada. Aí já começamos a sentir que o clima ali é outro. A convivência, a simplicidade, a liberdade e a unidade acima de tudo estão presentes na rotina de trabalho, nas refeições e na chegada e saída das crianças que vão para a escola. Lucas, o marido de Maria é considerado o líder da comunidade, está entre os que estão ali praticamente desde o início. Tem quatro filhos e um deles é chamado de &#8220;Gira&#8221;, de Girassol. Dos quatro, um é adotado, mas eles não usam essa palavra por aqui. Além do Gira, nomes diferentes estão espalhados entre as crianças da &#8220;comuna&#8221;: Ébano, Ojá, Brisa, são alguns exemplos.</p>
<p>Almoçamos e logo em seguida, Alessandra, uma argentina gente boa de Baia Blanca nos serviu um café. Depois ainda viríamos a descobrir que ela era torcedora fanática do Independiente e que preferia que o título do Campeonato Brasileiro ficasse com o São Paulo do que com o Palmeiras. Além dela, representantes de Colômbia e Chile também estão por ali. Com a tarde mais livre do que de costume, tivemos a indispensável idéia de dar um mergulho no &#8220;Velho Chico&#8221;. Com alguns minutos de caminhada estávamos em frente a um dos maiores rios brasileiros, e ao lado de alguns poucos pescadores que por ali estavam. Nos refrescamos do calor intenso do cerrado e voltamos<br />
.<br />
Após o jantar uma reunião em volta da fogueira com violão, crianças correndo e brincando ao redor e histórias de vida sendo contadas. No final do primeiro dia, parecia que não tínhamos a confiança da galera. Afinal, quatro jovens com suas câmeras, gravadores e computadores não são nada comum por ali, onde a maioria saiu de casa cedo, ainda na adolescência buscando uma vida menos repressora. Outro aspecto nos intrigou e despertou algumas provocações já entrando a madrugada. Ali não tínhamos celulares, muito menos internet. Isso nos fez repensar a idéia de contato, e que nos aproximássemos mais das pessoas. O que pra eles parece ser um princípio básico. O segundo dia começou cedo, o movimento das crianças indo pegar a van que passa todos os dias e as leva para mais um dia de aula. Um café-da-manhã, um papo descontraído e o dia começar a se formar. </p>
<p>Alguns vão para a oficina de artesanato cortar e lixar cascas de coco, tingir o fruto do buriti &#8211; que significa árvore da vida &#8211; montar colares, brincos, e outras peças. Conversamos sobre as famílias que ficaram pra trás e como muitos deles aprenderam na comuna esse valor e voltaram para se reconciliar com pais e irmãos. Das oficinas sai o material que de tempos em tempos aparece nas praias e praças pra você comprar. É a vida na BR pra vender o material e gerar renda. Na verdade eles nem sempre vendem, como nos demonstra Márcia, que presenteia todo nosso time porque era aniversário de um.<br />
Nessa de ir pra lá e pra cá é que a comunidade fica conhecida. Trocamos ideias com várias pessoas, pais, filhos, adultos, crianças. Gente que vê o mundo de maneira bem diferente, que viveu ou vive andando por aí e traz pra prática essa visão. Muita gente vem quando não tem mais pra onde ir, outros de curioso e por aí vai. Todos que chegarem serão aceitos, bem recebidos e terão um lugar pra dormir, comida e irão fazer parte da cooperativa de trabalho.</p>
<p>Não há como passar um tempo ali e dezenas de perguntas bombardearem a cabeça. Será que isso é importante? Aquilo? Eu preciso de tudo isso? Comprar aquilo? Como eu vejo o diferente? Como eu respeito? Está muito mais fácil nos aproximarmos de tudo que é digital e nos afastamos de tudo o que é humano. Por quê? A comuna representa no aspecto família o que os hippies representaram no estilo de vida nos anos 60, o incomum. Repleta de diferenças, cores, raças e culturas. No meio dessa mistura é natural que problemas rolem, mas nada que não seja resolvido. Amor, perdão, parceria, amizade, cuidado e respeito são ingredientes presentes que fazem toda diferença. Aliás, deveriam estar em cada pai, mãe, filho e irmão por aí.<br />
Seja criança, casado, solteiro, argentino, seja como for, aqui você é parte. Simples, como uma família deve ser.</p>
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		<title>8 Segundos</title>
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		<pubDate>Thu, 27 Aug 2009 21:24:35 +0000</pubDate>
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<p><span id="more-520"></span><br />
<!--more--></p>
<p>O que podemos fazer em oito segundos?<br />
Em um primeiro momento, não dá para se pensar em nada, mas para alguns, oito segundos é sinônimo de futuro.</p>
<p>Barretos, cidade pacata do interior paulista, se transforma em alvo para peões, artistas e espectadores no mês de agosto. É a Festa do Peão de Boiadeiro.<br />
A curtição é total, evento o dia todo, não existe tempo ocioso. Mas não é só isso, também encontramos histórias de pessoas que alcançaram o sucesso, pessoas que o buscam e outras que se decepcionam no meio do caminho. Quando se é famoso no mundo do rodeio, o glamour e a condição financeira estão presentes, sendo de costume, o apresentador anunciar: “Fulano de tal, já ganhou tantas motos, vários carros e inúmeras caminhonetes&#8221;. Nesse estágio da fama, tudo parece “flores”, no entanto, até chegar aí o caminho é árduo. Pagar a inscrição do próprio bolso, e muitas vezes sem ter essa condição, pegar emprestado daqui e dali, viajar de cidade em cidade, e em certos casos, abandonar os estudos. Muitas vezes vale à pena, mas na grande maioria, nem todos chegam ao ponto de ganharem os prêmios e serem reconhecidos.</p>
<p>Em tempos onde as pessoas são reconhecidas pelo que adquirem, é de grande valia expandir a visão e conhecer os detalhes pessoais de cada história. Valorizar cada luta, esforço e perseverança destas pessoas que se arriscam em busca de seus sonhos.
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		<title>Conexão</title>
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		<pubDate>Sun, 16 Aug 2009 01:22:07 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
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		<description><![CDATA[O contato social é algo que constantemente os ramos da ciência tem estudado. Em tempos atuais, a comunicação a distância tem sobreposto a comunicação por interlocução. Ter cultura ou ser uma autoridade no campo humanístico não se resume em estudos ou livros, mas por mais incrível que pareça, conhecer gente e sobre gente. Muitas vezes [...]]]></description>
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<p>O contato social é algo que constantemente os ramos da ciência tem estudado. Em tempos atuais, a comunicação a distância tem sobreposto a comunicação por interlocução. Ter cultura ou ser uma autoridade no campo humanístico não se resume em estudos ou livros, mas por mais incrível que pareça, conhecer gente e sobre gente. Muitas vezes deixamos de conhecer alguém, que no futuro poderia fazer alguma diferença em nossas vidas, por não ter o mesmo credo, não ouvir o mesmo tipo de música, até mesmo por viver uma realidade social diferente daquela que nós conhecemos. O ser humano verdadeiramente age por paixão, e com isso, se aglutina em grupos. Os antropológos dizem que se somos cegos às outras culturas, nos tornamos míopes à nossa. Então o que fazer? Pra onde ir? A tendência é essa… Devemos buscar, mesmo que a distância, conhecer de forma relevante sobre as outras pessoas. Devemos ao menos nos esforçar quanto a isso.
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		<pubDate>Mon, 27 Jul 2009 16:45:25 +0000</pubDate>
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<p><span id="more-448"></span><br />
<!--more--></p>
<p>Todos os anos, cerca de 80 mil pessoas migram do interior para a Capital de Minas Gerais, Belo Horizonte*, em busca de melhores condições de vida, melhores salários e mais oportunidades. Muitas histórias se perdem no meio desse ¨mar de gente¨. Em meio a esses milhares de rostos e histórias, temos Dona Floripes com seu rosto marcado pelos sessenta anos de luta. Ela saiu de Governador Valadares, a maior cidade do leste mineiro, rumo à Belo Horizonte em busca de tratamento para o seu filho doente. Vivendo de favor, uma batalha foi perdida, o seu filho, mesmo tratado em uma cidade maior, veio a falecer. Mas Dona Floripes, como o de costume, superou mais esse trauma na vida e foi atrás de uma vida melhor. Logo alugou uma casa e encontrou um carrinho feito de fundo de geladeira e de rodas enferrujadas, com ele, saiu pela cidade catando material reciclável. Hoje, afirma ela, que com esse carrinho é que ela faz suas amizades, e é com ele que traz o suado sustento para casa, suado mesmo, são todos os dias 5 quilômetros percorridos ao lado dos seus netos. Sempre feliz com o que tem.</p>
<p>Dona Floripes segue a risca a letra de Gilberto Gil “Andar com fé eu vou, que a fé não costuma faiá…” Com um sorriso estampado no rosto, a cada dia cresce a esperança de realizar o sonho de todo brasileiro, o sonho de ter o seu próprio lar. </p>
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		<title>Motion Conexão</title>
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		<pubDate>Sun, 26 Jul 2009 17:05:20 +0000</pubDate>
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